O chef da casa

Maridinho. Nasceu em uma família de cozinheiros. Homens.
Quando criança, frequentava restaurantes, e ficava de olho naquele monte de gente da cozinha. E era o aprendiz de cozinheiro oficial de seu pai, seus tios…
Era um evento, quando todos iam para a fazenda, bem no miolinho do Pantanal…

Cresceu. E a paixão pela culinária cresceu junto.
Quem é íntimo, sabe bem que ele é o cozinheiro da casa.
Mas tem lá suas manias.
Nunca segue receitas.
Nunca dá receitas.
E adora inventar combinações exóticas.

E eu, que amo comer, amo quem gosta de comer, e amo ainda mais que sabe fazer comida boa, decidi fazer uns cliques, de vez em quando, em suas criações.

Para a estreia do chef da casa, aqui no blog, cliquei um jantarzinho que ele fez esta semana: Camarões grelhados com manteiga e geléia de pimenta (combina incrivelmente) e polvo assado na cama de cebola e louros, e depois grelhados na manteiga, acompanhado de arroz negro (aquele que os imperiais comiam lá na Ásia e que é super macio e saudável, pois tem menos gorduras e mais fibras). Ah, e para amenizar a culpa, tomates sem pele, salteados no azeite e alecrim. Já disse. receitinha com passo-a-passo, o chef não dá não. Mas o que eu puder roubar dele, vou contar aqui para vocês.

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A menor e mais charmosa casa de shows da cidade

Tenho um carinho enorme pela Casa de Francisca, primeiro, porque o primeiro post deste blog, foi sobre esta casa e segundo, porque é um lugar escurinho, romântico, lúdico e muito pequeno (é engraçado, pois as mesas, as cadeiras, o palco, parece que foi tudo construído para duendes). Ontem foi apenas a segunda vez que fomos, mas da primeira vez, há um ano e meio, até ontem, a gente ensaiou para voltar lá muitas, muitas vezes! Desta vez fomos no show do André Abujamra, que junto com um baterista e um baixista (muito afinados na harmonia e no senso de humor) faz graça, canta, conta piada e conta história como ninguém (rimos mais ontem que se fosse um show de stand up) a gente prometeu que não vai ficar muito tempo sem voltar lá! O cardápio é bem enxuto, e a carta de vinhos também, mas o pouco que eles oferecem dá para agradar a plateia, que na verdade, vai lá muito mais interessado na boa música que em matar a fome. Se você nunca foi, vá, porque eu arrisco dizer que morar em São Paulo vale por culpa de lugares como este!

Veja aqui a série palquinhos intimistas!

Escolha e reserve o seu show aqui!

Casa de Francisca
José Maria Lisboa, 190, Jardins

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As pernas que abalaram Paris

Desde o dia em que vi o anúncio desta peça, fui com a cara – ainda não tinha lido nenhuma crítica e nunca tinha ouvido falar na cantora (desculpem aí a falta de cultura pop dos anos 30). Então insisti com o maridinho e fomos assistir à atriz Sylvia Bandeira, em Marlene Dietrich, as Pernas do Século, e quero enfatizar aqui, já no primeiro parágrafo, seu charme tão peculiar. Ela poderia ser minha mãe, e é infinitamente mais sexy que muitas mocinhas de 20 por aí. Ela canta em alemão, inglês e francês, e joga seus encantos para a plateia com seu sorriso e olhar sedutores, o tempo todo.

A peça conta da trajetória da cantora, atriz de cinema, de teatro e melhor amiga da Edith Piaf, ou seja, uma diva completíssima, muito independente e moderna  para a época. Esqueça estes musicais da Broadway. O cenário, o figurino, o próprio teatro, é tudo infinitamente mais enxuto, vamos assim dizer, mas não perde em nada para tais apresentações em termos de qualidade dos atores e em como o ritmo da peça é levado. Para quem possa interessar, Bárbara Heliodora fez uma crítica extremamente positiva em relação ao espetáculo.

Em um momento da peça, ela conta que a Madonna foi pessoalmente em seu apartamento para pedir autorização para filmar um longa sobre sua vida,
e a Marlene respondeu um não bem dado! Será verdade? Elas se parecem em tudo, inclusive fisicamente!

Isso sim que é Diva, não acham? Meu conceito de Diva ladylike mudou
completamente depois deste espetáculo!

A atriz Sylvia Bandeira, que passa uma impressão de ter nascido para atuar neste papel

 

Marlene Dietrich, as Pernas do Século
Onde?
Teatro Nair Bello (Shop. Frei Caneca)

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Bravin é mais um daqueles lugares: mal abriu as portas e já tá na crista da onda

A saladinha com cuscuz paulista foi a alegria da noite!

Ela já era queridinha desde a época em que trabalhava ali pertinho, no Ici Bistrô e no  210 Diner. Daniela Bravin, sommelier, resolveu abrir seu próprio restaurante, e o resultado é uma casa muito bem decorada ali no bairro do Higienópolis. Tudo ali é agradável, a trilha sonora, a iluminação e claro, a simpatia da Daniela, que passa de mesa em mesa sugerindo o vinho que você deve tomar e falando, com simpatia “saúde”.

A ideia é fazer comfort food, que é a comidinha que nos remete à infância. Realmente, o prato que pedi, um peixe à milanesa com suflê, e de sobremesa um brigadeirão, tudo me lembrou absolutamente a Zita, cozinheira que trabalha com meus pais há 35 anos. Mas meu marido foi incisivo em dizer que o prato dele não lembrou em nada a sua casa (ele vem de uma família de gourmets que competem entre si para ver quem cozinha melhor). Mas ele gostou muito do seu prato sim, um estrogonofe muito mais leve que o dele, segundo suas palavras.

Eu e o maridinho estamos com esta mania: toda vez que conhecemos um restaurante novo – esses bem badaladinhos, que todo mundo que gosta de gastronomia fica ouriçado pra conhecer – inevitavelmente a gente prova e compara se o prato é do nível do Ici Bistrô ou do Due Cuochi, o que virou uma piada interna nossa, “não, este prato não está no nível do Due Cuochi, ou sim, este prato chegou ao nível do Ici Bistrô”. E a conclusão que chegamos, é que o Bravin é um lugar delicioso para jantar com amigos, tomar vinho, e se sentir “in” nos últimos acontecimentos gastronômicos da cidade.
Sim, vamos voltar lá inúmeras vezes. E não, os pratos não alcançam o posto das grandes
e inesquecíveis experiências gastronômicas.

Vai lá. Ela é fofa e toda tatuada. Enfeita bem a casa.

Bravin
Onde? Rua Mato Grosso, 154, Higienópolis

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Italiano para gente grande


Zucco é tocado por um chef que já passou pelo grupo Fasano, e de cara, dá para perceber um salão pomposo, cheio de garçons treinados para mimar quem quer que esteja à mesa – e confesso que me derreto com tal mimo – característica óbvia dos restaurantes que o meu e o seu tio bem de vida costumam frequentar. Como o valor dos pratos são de gente grande, sugiro um almocinho durante a semana, que custa R$ 52,00 (entrada, prato princial e sobremesa).  Fui com a amiga Lili, e nossa conclusão do local foi: sucesso absoluto de público e crítica. Sim, ficamos com um desejo enorme de voltar lá.

Peça o couvert sem medo de ser feliz, os pães e torradinhas estavam especialmente saborosos, amanteigados, crocantes

Confesso aqui, em praça pública, que cobicei o prato da Lili o almoço inteiro.
Mas claro, roubei um pedacinho! Massinha no ponto, com recheio delicioso de bacalhau

Peixe branco suave, com um purê de mandioquinha que ganhou meu coração – arrisco dizer que eles morreram de jogar manteiga e queijo, estava com uma textura diferente

As sobremesas foram absolutamente aprovadas.

Zucco
Onde? Haddock Lobo, 1.416
Jardins

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Para comer couscous

O que mais me agrada no Tanger  é a decoração. Parece mesmo que estamos no miolinho do Marrocos, com aquelas cores deliciosas de se degustar com os olhos. O atendimento é muito eficiente e os pratos são gostosos, nada de outro mundo – mas fiquei com muita vontade de voltar e experimentar outros pratos. O preço não é abusivo – mas também não dá para ignorar a conta, quer dizer, segundo um manual de bons costumes de restaurantes phynos, que li semana passada na Folha, não se pede a conta, se pede a nota (what?).

Pedimos de entrada, o trio básico: coalhada seca, zaalouk (pasta de berinjelas) e Tchotchouka (pimentões refogados), estavam todos deliciosamente saborosos

Cordeiro com especiarias e couscous com legumes e amêndoas,
o Breno aprovou a escolha!

Pedi um peixe suave, assado com uma crosta de parmesão, raspas de limão siciliano e risoto de couscous com legumes e alecrim (que na verdade, ele não é como aquele risoto que estamos acostumados, ele é sequinho, só tem um pouco mais de manteiga que os outros)

Estas são algumas gostosuras que fiquei com vontade de provar

De sobremesa, uma banana flambada com calda foster, acompanhada de sorvete.
A gente dividiu, e quase se estapeou para ver quem levava a melhor! 

O tanger combina com aquele dia que você acorda, olha para o espelho e diz:
quero jantar em algum lugar bem, bem diferente hoje! O clima tem uma
atmosfera bem romântica e exótica

Tanger
Rua Hoarmonia, 359
Vila Madalena

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Japonês: se não for na Liberdade, não tem graça nenhuma

Eu tenho um grande desvio de personalidade: não como peixes crus. Pronto falei.
Por esta razão, vou citar minha blogueira (de gastronomia) predileta, referindo-se ao Ban, o mais novo japa da Liberdade, aberto há apenas sete meses (e já queridinho de muita gente): “A maioria dos meus amigos tarados por sushi, que rodam São Paulo atrás do mais incrível, leve, perfeito, lindo, saboroso, derretem-se de elogios ao Ban”. Bem, eu e minha amiga-irmã, que foi quem sugeriu o Ban, e que me acompanhou neste dia, também nos derretemos de elogios… Mas claro, me joguei na parte que mais me alegra e encanta da gastronomia japonesa: sobás. Pedi o Kake Soba, que é um macarrão sarraceno, servido com caldo quente à base de molho de soja… DELICIOSO. O salão é bem aquele estilo vendo-comidas-e-não-decoração-e-afetação dos restaurantes da região. A parte mais legal de frequentar os restaurantes do bairro, é ter que andar pelas ruas da Liberdade, e se perder naquelas lojinhas e empórios, que fazem a gente sentir uma vontadezinha, lá no fundo, de ter nascido, vamos dizer… meio japa.

De entradinha, comemos mostarda com ovos e cebolinha…

Essa, é aquela parte que eu passo… Mas a Ana aprovou!

E eu me joguei no sobá, que combina perfeitamente com o meu paladar:
leve e saborosíssimo

Ban
Onde? Rua Thomaz Gonzaga, 20,
Liberdade

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